A primeira data de 2008. Era o estilo, a forma e a substância das políticas autoritárias de um regime sem sentido. Na segunda, Fevereiro de 2010, aí afirmava que a festa tinha acabado, pois concluía que não sabias fabricar dinheiro e sem ele ninguém dança. Fazia votos para que não saísses de cena fugido à justiça, mas tão só por determinação da tua consciência, como não aconteceu aos infelizes camaradas italianos de triste memória. Esta vai no sentido de alertar para evitar que não cometas suicídio político, singular e colectivo.
Não sabes ou não entendes. Vou tentar desta vez com palavras mais simples ser o mais claro possível. Na tua infância observaste que havia rapazinhos a quem a vida sorria sempre sem razão aparente, eram aqueles que partiam a velha loiça sem valor, recordação da avozinha, mãe e pai corriam em socorro tranquilizando “não faz mal, estava tão velhinha que mais tarde ou cedo tinha que acontecer”, ao contrário de outros que rapidamente encaixavam uns bons tabefes. Seguramente és dos primeiros e nunca dos segundos até aos dias de hoje.
Desta vez a história é bem diferente. A minha bola de cristal está muito límpida, como aqueles dias de primavera que se aproximam, brilhantes como diamantes perfeitos. Ganhaste as eleições internas com um desprezo olímpico pelo partido e pelos camaradas que ousaram concorrer contra ti, tão pouco por aqueles que não sabem porque em ti votam. Foi uma verdadeira inexistência a teus olhos a democracia interna do teu partido. Há quem goste ser o que não sabe o que é.
Vejo muito nítido o animal feroz que há na tua alma de político de província, já não sabes viver sem bajuladores e serviçais, são os pés descalços da vida que te encantam e alumiam a via-sacra do abismo, és um quase deus para essa corja de sem futuro. O país não é uma realidade menor, tens o hábito da impunidade, é esta que te dá a segurança dos déspotas em fim de vida.
É bom que saibas, mesmo que ganhes este lance, que foi o último, e o fim será na justa medida do logro em que colocaste o país. Será para ti o fim e, como os Távoras, clamarás inocência tão alto como o teu desespero, sem remédio possível o teu destino político será breve.
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sábado, 26 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
Teste. Por Teresa Vieira
Um dia agarraremos no horizonte como quem pega numa bandeira, incendiaremos o ar e o coração e fecharemos as janelas do mundo para que esta realidade não nos fuja das mãos.
E é preciso insistir, insistir para que a rosa supere a pedra.
Teresa Vieira
3.03.11
E é preciso insistir, insistir para que a rosa supere a pedra.
Teresa Vieira
3.03.11
terça-feira, 1 de março de 2011
…se isto não é uma garotada o que é?
É um estranho sentimento, cada vez mais frequente, penso que os nossos políticos estão brincando como crianças, já não medem as consequências dos seus actos e seus efeitos na opinião pública, estão no perfeito estado da irresponsabilidade.
Não consigo aferir se sou eu que estou ficando muito maduro e lúcido se são eles que estão a ficar infantilizados por se terem habituado à inimputabilidade das suas condutas, possivelmente conscientes de que o país se tornou o seu jardim-de-infância, e que é um direito seu comportarem-se como tal.
Uma das bizarrias que afere este juízo é dada pela notícia dos jornais de hoje. Um senhor deputado que é nacionalmente conhecido por ter metido no seu bolso uns gravadores de um jornalista em pleno Parlamento, exercendo as funções de vice-presidente da bancada do Partido Socialista, informa o país que até estaria de acordo em votar uma alteração do prazo para a tomada de posse de novo governo, de 80 dias para 50, mas como a oposição não votou o fim do número de eleitor proposto pelo PS, não estava para aí voltado. Se é uma deliberação do grupo o assunto é muito grave, se é fruto de mais uma alienação pessoal é caricata.
Amor com amor se paga, parece dizer, mas se isto não é uma garotada o que é?
Estou possivelmente velho de mais para ver este espectáculo ridículo da política à portuguesa. Outro rumo rapidamente ou podemos ficar todos ensandecidos.
Não consigo aferir se sou eu que estou ficando muito maduro e lúcido se são eles que estão a ficar infantilizados por se terem habituado à inimputabilidade das suas condutas, possivelmente conscientes de que o país se tornou o seu jardim-de-infância, e que é um direito seu comportarem-se como tal.
Uma das bizarrias que afere este juízo é dada pela notícia dos jornais de hoje. Um senhor deputado que é nacionalmente conhecido por ter metido no seu bolso uns gravadores de um jornalista em pleno Parlamento, exercendo as funções de vice-presidente da bancada do Partido Socialista, informa o país que até estaria de acordo em votar uma alteração do prazo para a tomada de posse de novo governo, de 80 dias para 50, mas como a oposição não votou o fim do número de eleitor proposto pelo PS, não estava para aí voltado. Se é uma deliberação do grupo o assunto é muito grave, se é fruto de mais uma alienação pessoal é caricata.
Amor com amor se paga, parece dizer, mas se isto não é uma garotada o que é?
Estou possivelmente velho de mais para ver este espectáculo ridículo da política à portuguesa. Outro rumo rapidamente ou podemos ficar todos ensandecidos.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
O Expresso não se dobra, o destino é que se adapta.
Dobrei-o para lhe dar o destino dos jornais já lidos. Na leitura do caderno principal do Expresso 2000, uma tarefa realizada com curiosidade pelas novas formas anunciadas, observa-se um refrescamento agradável, temos mais imagens que ilustram os temas, um assunto por página quando é exigível, publicidade à direita, e com as caras do costume.
Uma nova consciência jornalística? É cedo para foguetes, o Ricardo Costa não vai seguramente por aí, foi quase empurrado para as águas do Wikileaks, esclarece no editorial que “cumprirá as regras dos outros jornais”. E que se obriga a discutir os temas com as autoridades, quando necessário, afirma diligente e avisando como convêm.
Esta nova vida do Expresso nasce no momento cabalístico, virar o 2000 e vida nova, esta modernidade supersticiosa de gente modernaça arrepia como o ranger de portas em filme de terror, quem não quer não coma. O expresso passa e o seu estilo é norma para o resto do mundo jornalístico nacional, o mais que podem fazer é por os olhos no Rei.
Uma nova consciência jornalística? É cedo para foguetes, o Ricardo Costa não vai seguramente por aí, foi quase empurrado para as águas do Wikileaks, esclarece no editorial que “cumprirá as regras dos outros jornais”. E que se obriga a discutir os temas com as autoridades, quando necessário, afirma diligente e avisando como convêm.
Esta nova vida do Expresso nasce no momento cabalístico, virar o 2000 e vida nova, esta modernidade supersticiosa de gente modernaça arrepia como o ranger de portas em filme de terror, quem não quer não coma. O expresso passa e o seu estilo é norma para o resto do mundo jornalístico nacional, o mais que podem fazer é por os olhos no Rei.
Hoje no (I) Ana Gomes no seu melhor.
Acha que o processo Casa Pia influenciou a decisão de Jorge Sampaio de não convocar eleições, que levou à demissão de Ferro Rodrigues?
(Silêncio) É possível que sim, talvez inconscientemente também. Houve certamente pessoas que o Presidente Jorge Sampaio ouviu para quem isso era determinante. Sei que uma dessas pessoas foi, por exemplo, Jorge Coelho.
Não esperava a decisão de Jorge Sampaio?
Esperava que ele tomasse outra opção. Já conversei com ele e já lhe pedi desculpa pelo meu excesso de emotividade. Depois foi forçado a ir para eleições, o que não me admirou nada.
Armando Ramalho Há 40 minutos
Ana Gomes no seu melhor, uma no cravo outra na ferradura. Esta senhora entrou no PS como toda a gente sabe. Foi apresentada ao melhor estilo romano com uma entrada triunfal como sendo a magnifica presa do Ferro Rodrigues, foi directa a general. Tal qual o doutor de Coimbra quando Almeida Santos se referia a Vital Moreira. Ambos estão no que é uso dizer na mina é assim que na europa é conhecido o parlamento europeu, não por ser trabalho duro, mas sim por se ganhar ouro, tenha este a forma que tiver.Que lhes faça bom proveito, por mim afirmo que assinei a candidatura do Brotas e que lhe dê muito gozo a (ele). Para ser coerente devia afirmar que, se um dia tiver poder, mandaria para a prisão quem tivesse culpas no cartório. O tótó do Lélo é que é o mau da fita?Tenha mais coragem Ana Gomes e vá mais longe com a história do Jorge Coelho.
(Silêncio) É possível que sim, talvez inconscientemente também. Houve certamente pessoas que o Presidente Jorge Sampaio ouviu para quem isso era determinante. Sei que uma dessas pessoas foi, por exemplo, Jorge Coelho.
Não esperava a decisão de Jorge Sampaio?
Esperava que ele tomasse outra opção. Já conversei com ele e já lhe pedi desculpa pelo meu excesso de emotividade. Depois foi forçado a ir para eleições, o que não me admirou nada.
Armando Ramalho Há 40 minutos
Ana Gomes no seu melhor, uma no cravo outra na ferradura. Esta senhora entrou no PS como toda a gente sabe. Foi apresentada ao melhor estilo romano com uma entrada triunfal como sendo a magnifica presa do Ferro Rodrigues, foi directa a general. Tal qual o doutor de Coimbra quando Almeida Santos se referia a Vital Moreira. Ambos estão no que é uso dizer na mina é assim que na europa é conhecido o parlamento europeu, não por ser trabalho duro, mas sim por se ganhar ouro, tenha este a forma que tiver.Que lhes faça bom proveito, por mim afirmo que assinei a candidatura do Brotas e que lhe dê muito gozo a (ele). Para ser coerente devia afirmar que, se um dia tiver poder, mandaria para a prisão quem tivesse culpas no cartório. O tótó do Lélo é que é o mau da fita?Tenha mais coragem Ana Gomes e vá mais longe com a história do Jorge Coelho.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Até parece que sou bruxo, ver artigo sobre SMAS de Loures.
Do jornal i de 21 de fev de 2011
Os consumidores que não paguem a água a tempo vão passar a incorrer imediatamente em processo de execução fiscal, passando a pagar o dobro do valor que consta da factura. Até agora, os consumidores estavam sujeitos ao pagamento de juros de 1% ao mês.
Segundo avança o Correio da Manhã, este medida é imposta com a entrada em vigor da lei do Orçamento do Estado de 2011.
Feitas as contas, se tiver uma factura no valor de 7,57 euros, por exemplo, passa a pagar 18,42 euros se esta for paga fora do prazo, refere um estudo da Câmara de Lagos, no Algarve.
"Com a entrada em vigor da lei do Orçamento do Estado "deixa de haver um período de cobrança voluntária na tesouraria municipal apenas com acréscimo de juros, passando o pagamento, após o prazo, a efectuar-se somente em processo de execução fiscal, o que implica o pagamento adicional de encargos legais [custas processuais] ", afirma a Câmara de Lagos.
Os consumidores que não paguem a água a tempo vão passar a incorrer imediatamente em processo de execução fiscal, passando a pagar o dobro do valor que consta da factura. Até agora, os consumidores estavam sujeitos ao pagamento de juros de 1% ao mês.
Segundo avança o Correio da Manhã, este medida é imposta com a entrada em vigor da lei do Orçamento do Estado de 2011.
Feitas as contas, se tiver uma factura no valor de 7,57 euros, por exemplo, passa a pagar 18,42 euros se esta for paga fora do prazo, refere um estudo da Câmara de Lagos, no Algarve.
"Com a entrada em vigor da lei do Orçamento do Estado "deixa de haver um período de cobrança voluntária na tesouraria municipal apenas com acréscimo de juros, passando o pagamento, após o prazo, a efectuar-se somente em processo de execução fiscal, o que implica o pagamento adicional de encargos legais [custas processuais] ", afirma a Câmara de Lagos.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
No fundo até fazia sentido se fosse verdade.
O vereador Paulo Aido exigiu a demissão do Vereador Mário Máximo segundo o artigo do Nova Odivelas de 18 de Fevereiro, os motivos aparentes são a não realização de uma feira comercial para a dinamização do comércio local, que o primeiro atribui à falta de competência do segundo.
O vereador Aido aparece em cena pela via das listas do PSD nas últimas eleições locais, uma lista atípica que não incluiu em primeira linha as figuras cimeiras da estrutura local. O primeiro desta lista tem por hábito não frequentar as assembleias municipais e, como raramente temos conhecimento das suas actividades políticas, considerava que os eleitos PSD ocasionais estariam somente a cumprir calendário.
Esta investida do vereador Aido é muito estranha, e retirando o belo efeito nada poderá acontecer ao influente Máximo, senhor de dons políticos já revelados, mas ainda com super poderes ocultos, que em breve revelará os seus efeitos máximos dentro do novo alinhamento eleitoral no PS local.
Considero o vereador Aido uma personalidade segura e bem estruturada, mas, de um ponto de vista político, não lhe vejo futuro fora de uma estrutura partidária, constava que existiriam negociações para um lugar no executivo. Seria natural que a presidente vendo as eleições se aproximando, e não querendo seguramente abrir espaço a actores internos fora da sua estrutura nuclear, realizaria uma jogada de mestre, desguarnecia a oposição que não vai deixar de se agitar no momento chegado, por um lado, e por outro introduziria no seu reduto uma agitação de conflito e de suspeita política, como é óbvio.
O que falhou nesta minha especulação? Segundo me é dado imaginar, observando ou suspeitando de tais cenários temos a fonte deste desaguisado público, Mário Máximo não é trouxa, e daí a impor a sua força foi o resultado que se vê, “meu deus que não há feira”.
Com todo o respeito pelas reais e verdadeiras intenções do vereador Aido e considerando a sua análise e argumentos correctos na forma, tire o cavalinho da chuva, para já pelo menos, espere que o seu opositor se estampe “politicamente como é evidente” não vá o diabo tecê-las, pois o homem já se conduz a si mesmo, ou porque é mais seguro ou pelas paredes terem ouvidos.
Odivelas fev de 2011
armando ramalho
O vereador Aido aparece em cena pela via das listas do PSD nas últimas eleições locais, uma lista atípica que não incluiu em primeira linha as figuras cimeiras da estrutura local. O primeiro desta lista tem por hábito não frequentar as assembleias municipais e, como raramente temos conhecimento das suas actividades políticas, considerava que os eleitos PSD ocasionais estariam somente a cumprir calendário.
Esta investida do vereador Aido é muito estranha, e retirando o belo efeito nada poderá acontecer ao influente Máximo, senhor de dons políticos já revelados, mas ainda com super poderes ocultos, que em breve revelará os seus efeitos máximos dentro do novo alinhamento eleitoral no PS local.
Considero o vereador Aido uma personalidade segura e bem estruturada, mas, de um ponto de vista político, não lhe vejo futuro fora de uma estrutura partidária, constava que existiriam negociações para um lugar no executivo. Seria natural que a presidente vendo as eleições se aproximando, e não querendo seguramente abrir espaço a actores internos fora da sua estrutura nuclear, realizaria uma jogada de mestre, desguarnecia a oposição que não vai deixar de se agitar no momento chegado, por um lado, e por outro introduziria no seu reduto uma agitação de conflito e de suspeita política, como é óbvio.
O que falhou nesta minha especulação? Segundo me é dado imaginar, observando ou suspeitando de tais cenários temos a fonte deste desaguisado público, Mário Máximo não é trouxa, e daí a impor a sua força foi o resultado que se vê, “meu deus que não há feira”.
Com todo o respeito pelas reais e verdadeiras intenções do vereador Aido e considerando a sua análise e argumentos correctos na forma, tire o cavalinho da chuva, para já pelo menos, espere que o seu opositor se estampe “politicamente como é evidente” não vá o diabo tecê-las, pois o homem já se conduz a si mesmo, ou porque é mais seguro ou pelas paredes terem ouvidos.
Odivelas fev de 2011
armando ramalho
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