Tempo
incerto neste meio de janeiro, quase chuva, ajuda a sentimentos de desconforto.
Ontem via TV o Freitas encomendou a lápide do Primeiro, dando-lhe um título em
concordância geral, “ O homem não tem ponta de saber ou jeito político”. Mário
Soares tinha visto outra coisa (mas já confessou arrependimento). Sobre o
adjunto Relvas disse o que não se diz do rafeiro do vizinho, “cheira mal este
tipo ainda estar no Governo”. Faltou coragem para chamar louco ao número dois,
o das finanças, mas andou lá perto. Lisboa está a arder? Ainda não, mas para lá
caminha. O Freitas acredita, e eu também, que o tipo além de louco não gosta do
país nem das pessoas, quer que elas sofram dos males próprios e alheios, e que
paguem todos pela medida mais grossa possível. É uma convicção ajuizada de um
homem em plena forma política. Pobre do Freitas se o ministro Gaspar o convoca
para reformador do estado em que isto vai seguramente ficar. Será que o país já
ardeu e nós não sabemos? É muito possível, mas faltam as provas, onde estão as
cinzas? Gaspar garante que todos vão ter direito às suas cinzas e às alheias na
justa medida da distribuição do PIB negativo que todos devemos. Lisboa não vai
arder para já, afirma Vítor Bento, o sábio adjunto do Cavaco, mais conhecido
por só dizer o óbvio. Os portugueses não podem arder pois não têm consciência
de que podem arder mesmo. A consciência da crise? Como é possível esta gente
ainda não se ter dado conta? Um país de gente sem tino que não sabe o dinheiro
que não tem? É bem possível, eu também não me apercebo que me falta dinheiro,
não tenho consciência, é isso. Estou muito mais descansado, vou esperar até ela
aparecer, a consciência claro.
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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
domingo, 30 de dezembro de 2012
Grande Academia dos Burlões
Porque sim…
Que se forme a Grande Academia
dos Burlões, Doutorados em Expresso e Catedráticos pelo Expresso da meia-noite
(vigaristas tipo BPN são admitidos com provas públicas de 10 Milhões de euros/fraude).
No Expresso da meia-noite, onde o
Artur “ Grande Mestre Burlão” bateu aos pontos os meninos família, que exportam
água com alguma coisa misturada e moléculas que caíram no domínio público,
todos lembram ainda as conversas de café, números, nomes e temas. E guardam
secretamente o desejo que o homem tenha razão, e que seria bem possível
sustentar muito do que foi afirmado por ele.
Do expresso seguinte, isto é,
ontem 29 de dezembro, dou um doce a quem diga o nome de um só personagem, ou a
mensagem que restou de uma hora de conversa da treta, onde o mais sério que se retém
é que fazia muita falta uma bola de cristal. Ora bolas para os verdadeiros catedráticos.
Tirando a menina do prémio americano, mais bonita e doce seria crime, só resta
a azeda da reformada embrulhada no século passado, ou melhor de 1800 e muitos
para a frente, com parte do século pós 25 de Abril como testemunha, o que teve muita
graça.
A grande promessa do Sr. Diretor todo-poderoso
é que as coisas não se vão repetir, com uma convicção de Rei em cerimónia de investidura.
Todos vão passar ao crivo da validação de canudos. Triste país onde as ideias só
pesam se tiverem um rótulo de “made in catedrático”, de preferência na reserva
absoluta, doutro modo ainda pode estar a defender interesses ínvios.
Ter opinião não basta, ser
coerente e útil muito menos, se tiver algo a ver com coragem e convicções é
seguramente menor e de gente desesperada. Sr. Prof. Doutor faça o favor….
BOM ANO NOVO PARA TODOS.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
O “Cristo” deste Natal
Como é bom viver em Portugal! Tenho
um clima de paraíso de fazer inveja aos radicais que “vão desta para melhor”,
como diria a minha bisavó. Não tenho as centenas de virgens à minha espera
neste verdadeiro éden que são os campos de golfe deste jardim à beira mar
plantado, onde me deleito por encantos vários de uma natureza sem par. Também
não me são devidas as virgens, que se bem julgo, devem ser da cor do mel, que
só de ver se imagina a pureza. Como não fiz em bocados dezenas de vítimas sem
culpa alguma, quer por estupidez humana ou crença alheia, por mim ninguém chora
os seus mortos, nem uma pobre ratazana que se atravesse diante merece tal
sorte.
Conheço há muito o “Cristo” deste
Natal absolutamente cristão, um génio saído do nada. Eram os milagres de uma
análise sem falhas, o homem sabia do que falava. Quase milagre. Uma ONU aqui
bem perto e nós sem a vermos. Um filão, mas alguém lá para os lados dos
“negócios estrangeiros”, com tempo e manha, considerou que era melhor proteger
o “rebanho”, pois havia lobo por perto e este sabia da poda. Bem ao gosto dos
vendilhões do templo, temos que fazer “justiça”, coisa rápida, um raio não era
mais eficaz, tiro e queda como diria o “Zé “ da espingardaria, “caiu que nem um
tordo”. Paz à sua alma.
Como sempre salvamos os Barrabás
às dezenas, a saber: padres que se deitam na cama dos meninos internados “à sua
guarda”, como se dizia em velho direito, os melhores banqueiros do país
apanhados em fuga de capitais sonegados aos impostos, um vice-primeiro-ministro
que se fazia passar por doutor com consciência de burlão, e que continua
ministro, autarcas que se vão candidatar em violação de lei a quarto mandato, “vão
pregar noutra freguesia”, capitalistas falidos a quem ninguém pede contas, por
bênçãos várias sentem-se confortados neste paraíso na terra. Minto? Claro que
não.
JUSTIÇA, senhores justiça, temos aqui um
BURLÂO que ousou enganar os pobres crentes da melhor informação toda-poderosa,
ponham-se em fila para que se possam ver bem, um, dois, tantos. Quais romanos
colonizadores do país das Alices, querem vingança, pois bem, vamos a contas.
Este pobre que querem pregado na cruz, que fez ele? Botou conhecimento sem
desmentido, por culpa vossa, césares de quarta ordem desta civilização
ocidental que despreza os selvagens, mas que se comem vivos por esse mundo de
além e de aquém.
Quem se arma de pretensos poderes,
para que a sua ciência seja considerada, pode sempre ver-se no mato sem cão. Se
em boa hora o “CRISTO DESTE NATAL” se tivesse lembrado da inspiração divina,
era o bom e o bonito, quem o desmentiria? É muito fácil fazer desaparecer
registos. Estas histórias são pragas, é o que mais há por aí: a dos submarinos
ainda são “dores tamanhas”, e não só, a vida das pessoas também, preso há dez anos?
É só rir. Devo tê-lo vistos por aí nas precárias, seguramente.
E que tal uma
indemnizaçãozinha por ofensa ao bom nome? Força na peça MEU CARO, o mais certo
é serem os africamos ou os chineses, futuros donos desta choldra a pagarem a fatura.
Lisboa 24 de Dezembro de 2012
Armando Ramalho
domingo, 23 de dezembro de 2012
...de humano nada tem...
Véspera de Natal, tempo de sobra para arrumar o que devia
estar feito há muito. Este homem não existe? Enquanto ligava ao meu barbeiro, e
passando os olhos pelos jornais na net, vi que foram propostos ao presidente da
república 205 processos pela comissão de revisão de penas, e concedidos apenas
dois. O “perdão não é mais do que isso mesmo”, uma revisão de penas de prisão. Estou?
Bom dia, tem uma vaga para hoje? Não, só amanhã, tenho às onze, quer? Não,
obrigado, amanhã digo-lhe. Ainda não lhe liguei, mas como tenho que voltar a
cortar o cabelo, vai ser certo e sabido, pois o homem não esquece que lhe dei
uma nega, vou ter que lhe justificar a minha “traição”. Pensando…se eu tenho
que dar conta de uma falha na relação que dura, com vantagens reciprocas é
certo, com o meu barbeiro, quem diabo pensa que é este ser, que de humano nada
tem, para não se justificar perante o país da sua avareza na concessão de uma
redução de penas?
Não lhe passa seguramente pela sua justiceira, pouco culta e
democrática moleirinha, que as “suas” funções não lhe pertencem, são a
representação de todos nós, e, seguramente “todos nós”, somos muito mais
humanos do que este sujeito. Explique, porque são devidas explicações, que raio
de povo tão justiceiro pensa representar, para só conceder 2 (dois) perdões,
quando a comissão considerou capazes 205. É muito triste para mim ter de o
considerar como Chefe de Estado do meu País. O senhor não é, senão, o ainda
chefe do estado a que isto chegou.
Eu sei, pois já tenho mais de que a conta em idade, par
aferir qualquer tipo criminológico à distância, um mandato e mais qualquer
coisinha é tempo de sobra. O senhor não teria o meu perdão natalício se de mim
tal dependesse, não por não ter humanidade, não, quero é ser justo consigo e
dar-lhe a beber do veneno com que nos gratifica com as suas manias de grande “justo”.
Aplicar-lhe os seus critérios pode não ser de elevada justiça, mas tinha a sua
piada.
Que o seu natal, caro senhor, seja perturbado pelo fantasma
de algum justo que merecia o perdão generoso de um Presidente com Alma Grande e
não o teve neste Natal em nome da sua inqualificável desmesura e falsa
moralidade do agrado do seu “povo” imaginário.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Caro A.C.P. e amigos
O seu texto é claro e pode muito bem ser partilhado por
muito boa gente. Mas, como bem sabe, o sistema democrático, melhor dizendo, a
prática partidária do nosso país está efetivamente dando sinais de stresse importantes,
em especial nos dois grandes, PS e PSD.
Que fazer? A sua proposta de um novo partido não é descabida,
mas dado os exemplos passados creio que não é de tentar, pelo menos sem estarem
criadas as condições mínimas de sucesso. Para se criar um novo partido com
alguma adesão, deve-se, primeiro estabelecer um ambiente de rutura e conflito
no interior do nosso partido. É o que se pode fazer de imediato sem grandes
custos políticos. Fazer dentro do nosso partido o que deve ser feito, ou seja,
este SG não serve nem ao partido em si, e muito menos ao país.
Agregada massa crítica, então partir para outra, mas já com
um capital ideológico polarizado e devidamente divulgado e com significativas
adesões. E aí chegados, ou um novo partido ou uma tendência, que pode negociar
o seu espaço de intervenção internamente.
Uns dirão, como sempre, que é melhor esperar um D.
Sebastião, mas temos seguramente e muito breve, um exército de descamisados que
se vão por ao caminho, com ou sem enquadramento político ou ideológico, com ou
sem vedetas.
Um tema à vossa
consideração.
ar
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