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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Uf…Boas Férias.


Uf… felizmente que tudo o que é complicado fica de repente simples. É assim em muitas frentes do nosso dia-a-dia pessoal como na geopolítica ou na alta finança.
Vamos por partes, fim de ano académico começo das férias ditas grandes, em vez de dores de barriguinha por causa dos exames, sol e praia até fartar. Muita gente está suspensa na incerteza do seu próximo futuro mas tem fé, mesmo por muito ténue que seja o indício que as coisas se resolvam a seu contento, “custe o que custar mas vamos conseguir”, é só fé.
É simples, remetesse para o divino o problema e temos o assunto meio resolvido.
O país não está melhor, mas parece que vão todos pagar pela “medida grossa”, ficamos mais aliviados, tínhamos um problema mas agora todos estão na m…, meio problema resolvido.
Os países andam na mesma roda excêntrica, os da União que usam euros estão todos feitos num oito, já sabemos como as coisas vão acabar. Manda quem pode e obedece quem deve. Sempre assim foi e será. Entretanto os que devem fazem jejum até ficarem elegantes, magros e sem vícios, pelo menos os que não podem viver à conta do alheio, isto é, o maior número e se não estou enganado são os trabalhadores.
A alta finança anda a ver para onde zarpar pois sabe que o pote da zona euro está quase vazio e quem o vai pôr a nível seguramente não vai permitir que a brincadeira continue. Com as devidas garantias de serem respeitados os cabedais alheios e com o baralho nas mãos as cartas vão começar a ser dadas de novo. É só esperar um pouco mais. O que arder entretanto é só encenação.
Temos à porta mais uma fim de ciclo com a queda do regime hereditário na Síria, fim da longa serie dos regimes autoritários, e por muito que se diga, quem também aqui manda é quem tem o poder do dinheiro, fonte de um poder nunca antes tão bem observado e sentido.
O verdadeiro problema com futuro é devido à liberdade das trocas por serem planetárias, e terem desregulado os rendimentos em vastas zonas económicas.
E esse é o próximo problema, vamos trocar o quê, com quem, por quanto?
É simples ou não? 
Não andei à escola com o Relvas, olha se… .
Boas Férias

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Finertec. Perestrello demite-se da empresa onde Miguel Relvas era administrador

O deputado do PS Marcos Perestrello demitiu-se da administração da Finertec – a empresa de consultadoria onde Miguel Relvas esteve até chegar ao governo. O também presidente da Federação de Lisboa dos socialistas entrou para a Finertec em meados de Novembro de 2011 e saiu numa altura em que a empresa está debaixo de fogo por alegadamente ter sido investigada no âmbito da Operação Furacão.
Contactado pelo i, o deputado socialista preferiu não fazer nenhum comentário, mas o proprietário da Finertec, Braz da Silva, garante que a saída se deveu a pressões. “É tudo muito recente e foi uma decisão motivada pela pressão que se está a criar sobre a empresa”, afirmou ao i, acrescentando que “tudo o que se diz é infundado, até porque infelizmente a empresa nunca fez qualquer negócio com o Estado português”. Perestrello esteve na Finertec durante cerca de seis meses. No registo de interesses da Assembleia da República ainda aparece como administrador. A sua função, remunerada, é descrita como prestação de serviços de consultoria e participações financeiras.
É ainda possível verificar que o parecer favorável da comissão parlamentar de Ética à acumulação de funções do deputado foi dado já no início deste ano.

terça-feira, 5 de junho de 2012

O que é a Finertec e quem substituiu Miguel Relvas na empresa

Publicado no jornal da ESQUERDA NET Antes de ser ministro, Miguel Relvas era administrador da Finertec, uma SGPS pertencente ao Banco Fiduciário Internacional. Miguel Relvas foi substituído na Finertec pelo deputado Marcos Perestrello do PS. A notícia passou quase despercebida na imprensa em janeiro do ano passado: no julgamento do caso BPN, um dos investigadores explicou ao tribunal que a função do Banco Insular (criado em Cabo Verde pela SLN de Oliveira e Costa, Dias Loureiro e outras figuras do cavaquismo) era "servir os empresários angolanos que queriam meter dinheiro fora de Angola". Mas acrescentou outras ligações a bancos também registados em Cabo Verde e que serviriam de plataforma para os mesmos fins: o Banco Sul Atlântico e o Banco Fiduciário Internacional, proprietário da Finertec, a empresa onde Miguel Relvas foi administrador antes de entrar para o Governo, a par de António Nogueira Leite, nomeado por Passos Coelho para a Caixa Geral de Depósitos e que antes dirigia a sociedade gestora de mercados não regulamentados OPEX. A Finertec também é administrada pelo vice-presidente da Fundação Eduardo dos Santos, António Maurício, e mais recentemente pelo deputado socialista Marcos Perestrello, que participou nas recentes audições parlamentares sobre os serviços secretos. Tem à frente o investidor José Braz da Silva, que se candidatou no início de 2011 à presidência do Sporting com a promessa de um fundo de 50 milhões com rentabilidade de 8% ao ano, criado pela OPEX, segundo noticiou o “Diário Económico”. Disse ainda que a comissão de honra da sua candidatura integrava os ministros do Petróleo e das Relações Exteriores de Angola, o então secretário de Estado da Defesa Português, Marcos Perestrello, e o professor universitário João Duque, que Relvas depois nomeou para elaborar um relatório sobre o serviço público de televisão. Braz da Silva acabou por desistir da candidatura, alegando não querer pactuar com "o estado de guerrilha permanente" no interior do clube. A página internet do Banco Fiduciário Internacional atrai os potenciais clientes - "particulares com elevado património", empresas e entidades institucionais - a abrir contas em Cabo Verde com três argumentos: "a fiscalidade para os clientes do BFI é nula", "a violação do segredo bancário é crime" e "o sistema financeiro é moderno e competitivo". Promete ainda a "facilitação de negócios internacionais" aos seus clientes, disponibiliza cartões de crédito e garante transferências bancárias internacionais "para literalmente todo o mundo". Quem é Marcos Perestrello? Foi Adjunto do Ministro dos Assuntos Parlamentares (António Costa); Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Administração Interna (Luís Patrão); Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lisboa com António Costa; Secretário de Estado da Defesa. É deputado e presidente da Federação de Lisboa do PS.

terça-feira, 1 de maio de 2012

RESOLVER O COLAPSO

ANALOGIA - AS CAUSAS E A INVESTIGAÇÃO DAS SEMELHANÇAS. -depois dos discursos no Parlamento a minha homenagem ao 25 de Abril- A dinâmica é uma ciência intuitiva, qualquer um entende que esta só existe se um corpo se deslocar, se agir ou se agitar. Os que ficam imóveis não entram neste estudo, são os conhecidos objectos inertes, os que não saiem do sítio onde foram constituídos. Muitos de nós aprenderam a utilidade da dinâmica, quando quiseram iniciar-se no domínio de se manter sobre uma bicicleta em movimento, uma vitória chegado o momento da libertação dos apoios, permitindo o domínio das pequenas distâncias e o prazer da autonomia, tendo como limites ao equilíbrio as suas próprias forças. O enjoo é também um processo dinâmico, é um estado pré-vómito. Os organismos, em especial os omnívoros, é com este recurso que resolvem a má absorção do que se foi ingerido em excesso ou o que lhes causa agressão, expelindo o que se encontra no sistema perturbando o seu normal funcionamento, para que a agressão não continue. São as defesas de primeira linha do organismo em acção. Portanto, o vómito está para um corpo saudável como uma guarda avançada que actua antes da purga, esta é o remédio pós invasão, e nada tem de natural, é uma técnica, é a expulsão pela força dos inimigos instalados no nosso interior que nos podem fazer colapsar. Sendo este o estado terminal da decadência e da degradação, a ruína, destruindo o incauto hospedeiro. Não é, seguramente, tão intuitivo o conhecimento necessário para resolver o enjoo colectivo de milhões de indivíduos, os sintomas são observáveis nas famílias, nos empregos ou na escola, a comunicação de massas hoje tão repetitiva e omnipresente só agrava o destempero, ampliando as más notícias, que cada um sofre acumulando fraqueza anímica cívica e moral. Há soluções, viva o espírito de Abril de 75.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

“Complexo” Desportivo de Odivelas. PARTE II

Eu sabia que o terreno do dito “complexo desportivo” tinha regressado à posse da Câmara. Confirmo agora que desde 20 de Dezembro de 2011, data da resolução nesse sentido pelo seu executivo camarário. Só hoje, no próprio dia da votação, tive conhecimento que a Câmara aprovou uma proposta de cedência em direito de superfície por 20 anos ao Sporting Clube de Portugal, com 5 (cinco) abstenções (?), na qual este se obriga a investimentos da ordem dos 4 milhões de euros dentro de um período de dois anos, oferecendo uma partilha muito generosa das receitas a diversos títulos que se venham a gerar no espaço ora cedido.
Pelo Jornal de Odivelas tomei conhecimento de um derradeiro esforço de um “grupo de ex-sócios do OFC” que apresentou um role de boas intenções “in-extremis”, mas sem a devida demonstração financeira, que nestas coisas são da maior relevância.
A minha boa vontade crónica fez-me agir no sentido de contribuir na procura de soluções, assim coloquei-me mais uma vez ao dispor da nossa Presidente de Câmara para participar, “agindo” para uma boa utilização do espaço com actividades diversas e aberto a todos fora do exclusivo e mais que alienante pontapé na bola.
Fiz figura de tolo perante os deuses que já tudo tinham urdido. São deuses…
É de esperar que as “vontades políticas” dos eleitos Municipais, que têm a última palavra neste assunto, não tente contrariar o que o executivo aprovou, embora sem grande vigor. Estamos perante um verdadeiro “maná” bíblico, e não queiram ter o ónus de inviabilizar o que foi secretamente e laboriosamente negociado. Tenham paciência, mas é meu direito lembrar à Assembleia Municipal que este negócio, tão vantajoso para o município, no mínimo deveria ser acompanhado de uma fiança credível e do mesmo nível dos interesses em jogo. Para que não aconteça o mesmo à outra grande quimera de triste memória que deveria nascer lá para os lados da antiga COMETNA.

Odivelas 9 de Abril de 2012
Armando Ramalho
Estudante de Direito

domingo, 8 de abril de 2012

“Complexo” Desportivo de Odivelas.

Vamos fazer votos de que este assunto não vire lenda, é assim que brasileiro vê tudo o que não encontra solução em devido tempo. A insolvência do clube transformou-se em novela jurídica. Parecia que o tribunal tinha colocado um ponto final no assunto ao entregar à tutela da autarquia os terrenos e os bens aí implantados. Num dos últimos textos que publiquei (ver) “resistir é difícil” declarei que estava interessado em ver uma solução para a “coisa”. Assim sendo, foi à câmara que indaguei sobre o destino concreto do dito “complexo desportivo”, ou que ideias estavam em análise. Tudo em que os políticos/burocratas tocam “vira” (mais brasuca) em estudo e pareceres, é como as pratas da casa, todas devem ter uma história agarrada à sua existência. Nesta véspera de domingo de Páscoa, passeando no aprazível varandim do polidesportivo que quer rivalizar em clausura com o Mosteiro cá da terra, triste vizinho do semi-abandonado “complexo desportivo”, dou de caras com um das velhas glórias do Odivelas. Estávamos ambos sonhando acordados sobre as possibilidades da “coisa” voltar ao serviço das gentes do concelho.
Foi nesse momento que me lembrei do mito de Giges que em tempos estudei na República de Platão, o livro que ensina tudo sobre os homens que querem o poder e as formas que imaginam para o obter e manter. A lenda diz mais ou menos: o que acontece a um pastor (um pobre de Cristo como sempre) que encontra um anel e descobre que, ao roda-lo de certa forma, se torna invisível.
Foi rápido a matar o verdadeiro rei e tomar-lhe o poder e a mulher deste só para si. Como era invisível tudo ouvia de seus inimigos e num golpe de antecipação limpava o caminho de uma governação sem oposição. O medo dos seus concidadãos de serem mortos ou de não terem as benesses do rei, permitiu-lhe morrer de velho, seguramente triste e anafado como todos os déspotas. A conclusão é minha e não de Platão, como é evidente este só trata do tema do que faríamos se não fossemos vistos nem punidos pelas nossas acções.
Eu já estou a pagar por ter deixado andar os “Giges” cá do sitio à solta tempo de mais.
E você? (mais uma de brasuca).

Odivelas 7 de Abril de 2012

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Carta aberta aos ex-Secretários-Gerais das jotas partidárias Os últimos deste modelo político para bem da política nacional.

Meus caros: não levem a mal este tom intimista, é devido a vários factores e um deles é de os ver ainda uns meninos. Sem este considerando, o que tenho a dizer-vos teria que ser mais acutilante e ácido, dado o que ambos andam fazendo aos partidos, à democracia e ao país. É muito grave, e as consequências do desnorte colectivo a que induzem ninguém pode imaginar, com um mínimo de rigor, quais serão.

Começando com o que anda por aí no ar, não digo éter para que todos entendam, o que resulta desta façanha interna dentro do partido socialista, com uma alteração estatutária à revelia dos próprios estatutos? O contentamento da rapaziada que por tradição até votaria que a própria mãe fosse enforcada em praça pública, se com isso pudessem manter os privilégios com que à sombra do partido e do Estado ainda se vão lambendo.

É gozar com os nabos apáticos que se dizem socialistas, acenando com directas leais e justas? Querem cobrir-se de glória mentindo, mentindo sem sentido, só mentindo?
Sempre o disse, e muitos têm bem presente, que sempre fui um crítico das jotas, tal como as vi evoluir rodopiando em volta de mesquinhos interesses e à sombra de ilegítimas desigualdades, lá foram fazendo o seu caminho de verdadeiros oportunistas e vendidos em qualquer situação de eleições internas.

Há muito que as lideranças das jotas sabem que o seu peso tem de ser bem pago, e têm sido muito bem pagos, e se atendermos ao custo/beneficio diria pagos principescamente, nalguns casos seria bom que a justiça investigasse. Nunca pensaram é que o país vinha como brinde e muito mais rapidamente do que estavam à espera.

Não contaram que o tempo não permitisse o amadurecimento, e que a experiência da vida fosse adquirida e consolidada em contexto real. Ficaram sós, com as mentes ambiciosas, nascidas retorcidas e duplamente forjadas em várias escolas onde aprenderam observando, vendo a geração que os precedeu degladiar-se pelo poder.

Deixaram-lhes o Estado como herança. Só não estava nos vossos planos que esta (herança) viesse onerada com tantos encargos (dívidas, obrigações) e outros problemas, que agora não sabem resolver, nunca resolveram coisa nenhuma a não ser as vossas tristes vidinhas de valetes, a quem não servem as botas de montar que lhes calhou em sorte, porque não sabem o que é o cavalo do poder em concreto. A vossa filosofia de vida, por terem andado muito a cavalo mas…umas vezes na garupa agarrados ao verdadeiro cavaleiro, outras atravessados ao colo deste, nunca vos permitiu o domínio da besta para se manterem agora direitos e com o saber de experiência feita.

Compreendem agora a razão de ser do termo GOLPAÇA (?). Seguramente é um misto de golpe, mas reles, nunca de Estado, pois não têm peito para tanto, com fumaça. Creio que o autor do termo pensava mais em qualquer coisa que o vento leva para longe, ligeira e passageira. Não creio, julgo que esta fumaça é mais grave, vai no sentido do fumo narcótico (bem pode ser ópio do bom) que já destruiu os sentidos da dignidade democrática e do aprumo dos homens de bem, sobretudo dos que pretendem conduzir o Estado e os seus correligionários dentro da Lei e sem legitimidades obscuras, como essa ideia da aprovação “tácita” conseguida por dedução.

Pensamento de Kant, que aqui fica para memória futura: “Por meio de uma revolução poderá talvez levar-se a cabo a queda do despotismo pessoal e da opressão gananciosa ou dominadora, mas nunca uma verdadeira reforma do modo de pensar. Novos preconceitos, justamente como os antigos, servirão de rédeas à grande massa destituída de pensamento”.

É bom lembrar que Kant se finou no princípio do século dezanove, estava o Napoleão por aí dando as cartas por toda a Europa, história que acabou como todos sabem…mal.

Lisboa, 2 de Abril de 2012
Armando Ramalho