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terça-feira, 5 de junho de 2012

O que é a Finertec e quem substituiu Miguel Relvas na empresa

Publicado no jornal da ESQUERDA NET Antes de ser ministro, Miguel Relvas era administrador da Finertec, uma SGPS pertencente ao Banco Fiduciário Internacional. Miguel Relvas foi substituído na Finertec pelo deputado Marcos Perestrello do PS. A notícia passou quase despercebida na imprensa em janeiro do ano passado: no julgamento do caso BPN, um dos investigadores explicou ao tribunal que a função do Banco Insular (criado em Cabo Verde pela SLN de Oliveira e Costa, Dias Loureiro e outras figuras do cavaquismo) era "servir os empresários angolanos que queriam meter dinheiro fora de Angola". Mas acrescentou outras ligações a bancos também registados em Cabo Verde e que serviriam de plataforma para os mesmos fins: o Banco Sul Atlântico e o Banco Fiduciário Internacional, proprietário da Finertec, a empresa onde Miguel Relvas foi administrador antes de entrar para o Governo, a par de António Nogueira Leite, nomeado por Passos Coelho para a Caixa Geral de Depósitos e que antes dirigia a sociedade gestora de mercados não regulamentados OPEX. A Finertec também é administrada pelo vice-presidente da Fundação Eduardo dos Santos, António Maurício, e mais recentemente pelo deputado socialista Marcos Perestrello, que participou nas recentes audições parlamentares sobre os serviços secretos. Tem à frente o investidor José Braz da Silva, que se candidatou no início de 2011 à presidência do Sporting com a promessa de um fundo de 50 milhões com rentabilidade de 8% ao ano, criado pela OPEX, segundo noticiou o “Diário Económico”. Disse ainda que a comissão de honra da sua candidatura integrava os ministros do Petróleo e das Relações Exteriores de Angola, o então secretário de Estado da Defesa Português, Marcos Perestrello, e o professor universitário João Duque, que Relvas depois nomeou para elaborar um relatório sobre o serviço público de televisão. Braz da Silva acabou por desistir da candidatura, alegando não querer pactuar com "o estado de guerrilha permanente" no interior do clube. A página internet do Banco Fiduciário Internacional atrai os potenciais clientes - "particulares com elevado património", empresas e entidades institucionais - a abrir contas em Cabo Verde com três argumentos: "a fiscalidade para os clientes do BFI é nula", "a violação do segredo bancário é crime" e "o sistema financeiro é moderno e competitivo". Promete ainda a "facilitação de negócios internacionais" aos seus clientes, disponibiliza cartões de crédito e garante transferências bancárias internacionais "para literalmente todo o mundo". Quem é Marcos Perestrello? Foi Adjunto do Ministro dos Assuntos Parlamentares (António Costa); Chefe de Gabinete do Secretário de Estado da Administração Interna (Luís Patrão); Vice-Presidente da Câmara Municipal de Lisboa com António Costa; Secretário de Estado da Defesa. É deputado e presidente da Federação de Lisboa do PS.

terça-feira, 1 de maio de 2012

RESOLVER O COLAPSO

ANALOGIA - AS CAUSAS E A INVESTIGAÇÃO DAS SEMELHANÇAS. -depois dos discursos no Parlamento a minha homenagem ao 25 de Abril- A dinâmica é uma ciência intuitiva, qualquer um entende que esta só existe se um corpo se deslocar, se agir ou se agitar. Os que ficam imóveis não entram neste estudo, são os conhecidos objectos inertes, os que não saiem do sítio onde foram constituídos. Muitos de nós aprenderam a utilidade da dinâmica, quando quiseram iniciar-se no domínio de se manter sobre uma bicicleta em movimento, uma vitória chegado o momento da libertação dos apoios, permitindo o domínio das pequenas distâncias e o prazer da autonomia, tendo como limites ao equilíbrio as suas próprias forças. O enjoo é também um processo dinâmico, é um estado pré-vómito. Os organismos, em especial os omnívoros, é com este recurso que resolvem a má absorção do que se foi ingerido em excesso ou o que lhes causa agressão, expelindo o que se encontra no sistema perturbando o seu normal funcionamento, para que a agressão não continue. São as defesas de primeira linha do organismo em acção. Portanto, o vómito está para um corpo saudável como uma guarda avançada que actua antes da purga, esta é o remédio pós invasão, e nada tem de natural, é uma técnica, é a expulsão pela força dos inimigos instalados no nosso interior que nos podem fazer colapsar. Sendo este o estado terminal da decadência e da degradação, a ruína, destruindo o incauto hospedeiro. Não é, seguramente, tão intuitivo o conhecimento necessário para resolver o enjoo colectivo de milhões de indivíduos, os sintomas são observáveis nas famílias, nos empregos ou na escola, a comunicação de massas hoje tão repetitiva e omnipresente só agrava o destempero, ampliando as más notícias, que cada um sofre acumulando fraqueza anímica cívica e moral. Há soluções, viva o espírito de Abril de 75.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

“Complexo” Desportivo de Odivelas. PARTE II

Eu sabia que o terreno do dito “complexo desportivo” tinha regressado à posse da Câmara. Confirmo agora que desde 20 de Dezembro de 2011, data da resolução nesse sentido pelo seu executivo camarário. Só hoje, no próprio dia da votação, tive conhecimento que a Câmara aprovou uma proposta de cedência em direito de superfície por 20 anos ao Sporting Clube de Portugal, com 5 (cinco) abstenções (?), na qual este se obriga a investimentos da ordem dos 4 milhões de euros dentro de um período de dois anos, oferecendo uma partilha muito generosa das receitas a diversos títulos que se venham a gerar no espaço ora cedido.
Pelo Jornal de Odivelas tomei conhecimento de um derradeiro esforço de um “grupo de ex-sócios do OFC” que apresentou um role de boas intenções “in-extremis”, mas sem a devida demonstração financeira, que nestas coisas são da maior relevância.
A minha boa vontade crónica fez-me agir no sentido de contribuir na procura de soluções, assim coloquei-me mais uma vez ao dispor da nossa Presidente de Câmara para participar, “agindo” para uma boa utilização do espaço com actividades diversas e aberto a todos fora do exclusivo e mais que alienante pontapé na bola.
Fiz figura de tolo perante os deuses que já tudo tinham urdido. São deuses…
É de esperar que as “vontades políticas” dos eleitos Municipais, que têm a última palavra neste assunto, não tente contrariar o que o executivo aprovou, embora sem grande vigor. Estamos perante um verdadeiro “maná” bíblico, e não queiram ter o ónus de inviabilizar o que foi secretamente e laboriosamente negociado. Tenham paciência, mas é meu direito lembrar à Assembleia Municipal que este negócio, tão vantajoso para o município, no mínimo deveria ser acompanhado de uma fiança credível e do mesmo nível dos interesses em jogo. Para que não aconteça o mesmo à outra grande quimera de triste memória que deveria nascer lá para os lados da antiga COMETNA.

Odivelas 9 de Abril de 2012
Armando Ramalho
Estudante de Direito

domingo, 8 de abril de 2012

“Complexo” Desportivo de Odivelas.

Vamos fazer votos de que este assunto não vire lenda, é assim que brasileiro vê tudo o que não encontra solução em devido tempo. A insolvência do clube transformou-se em novela jurídica. Parecia que o tribunal tinha colocado um ponto final no assunto ao entregar à tutela da autarquia os terrenos e os bens aí implantados. Num dos últimos textos que publiquei (ver) “resistir é difícil” declarei que estava interessado em ver uma solução para a “coisa”. Assim sendo, foi à câmara que indaguei sobre o destino concreto do dito “complexo desportivo”, ou que ideias estavam em análise. Tudo em que os políticos/burocratas tocam “vira” (mais brasuca) em estudo e pareceres, é como as pratas da casa, todas devem ter uma história agarrada à sua existência. Nesta véspera de domingo de Páscoa, passeando no aprazível varandim do polidesportivo que quer rivalizar em clausura com o Mosteiro cá da terra, triste vizinho do semi-abandonado “complexo desportivo”, dou de caras com um das velhas glórias do Odivelas. Estávamos ambos sonhando acordados sobre as possibilidades da “coisa” voltar ao serviço das gentes do concelho.
Foi nesse momento que me lembrei do mito de Giges que em tempos estudei na República de Platão, o livro que ensina tudo sobre os homens que querem o poder e as formas que imaginam para o obter e manter. A lenda diz mais ou menos: o que acontece a um pastor (um pobre de Cristo como sempre) que encontra um anel e descobre que, ao roda-lo de certa forma, se torna invisível.
Foi rápido a matar o verdadeiro rei e tomar-lhe o poder e a mulher deste só para si. Como era invisível tudo ouvia de seus inimigos e num golpe de antecipação limpava o caminho de uma governação sem oposição. O medo dos seus concidadãos de serem mortos ou de não terem as benesses do rei, permitiu-lhe morrer de velho, seguramente triste e anafado como todos os déspotas. A conclusão é minha e não de Platão, como é evidente este só trata do tema do que faríamos se não fossemos vistos nem punidos pelas nossas acções.
Eu já estou a pagar por ter deixado andar os “Giges” cá do sitio à solta tempo de mais.
E você? (mais uma de brasuca).

Odivelas 7 de Abril de 2012

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Carta aberta aos ex-Secretários-Gerais das jotas partidárias Os últimos deste modelo político para bem da política nacional.

Meus caros: não levem a mal este tom intimista, é devido a vários factores e um deles é de os ver ainda uns meninos. Sem este considerando, o que tenho a dizer-vos teria que ser mais acutilante e ácido, dado o que ambos andam fazendo aos partidos, à democracia e ao país. É muito grave, e as consequências do desnorte colectivo a que induzem ninguém pode imaginar, com um mínimo de rigor, quais serão.

Começando com o que anda por aí no ar, não digo éter para que todos entendam, o que resulta desta façanha interna dentro do partido socialista, com uma alteração estatutária à revelia dos próprios estatutos? O contentamento da rapaziada que por tradição até votaria que a própria mãe fosse enforcada em praça pública, se com isso pudessem manter os privilégios com que à sombra do partido e do Estado ainda se vão lambendo.

É gozar com os nabos apáticos que se dizem socialistas, acenando com directas leais e justas? Querem cobrir-se de glória mentindo, mentindo sem sentido, só mentindo?
Sempre o disse, e muitos têm bem presente, que sempre fui um crítico das jotas, tal como as vi evoluir rodopiando em volta de mesquinhos interesses e à sombra de ilegítimas desigualdades, lá foram fazendo o seu caminho de verdadeiros oportunistas e vendidos em qualquer situação de eleições internas.

Há muito que as lideranças das jotas sabem que o seu peso tem de ser bem pago, e têm sido muito bem pagos, e se atendermos ao custo/beneficio diria pagos principescamente, nalguns casos seria bom que a justiça investigasse. Nunca pensaram é que o país vinha como brinde e muito mais rapidamente do que estavam à espera.

Não contaram que o tempo não permitisse o amadurecimento, e que a experiência da vida fosse adquirida e consolidada em contexto real. Ficaram sós, com as mentes ambiciosas, nascidas retorcidas e duplamente forjadas em várias escolas onde aprenderam observando, vendo a geração que os precedeu degladiar-se pelo poder.

Deixaram-lhes o Estado como herança. Só não estava nos vossos planos que esta (herança) viesse onerada com tantos encargos (dívidas, obrigações) e outros problemas, que agora não sabem resolver, nunca resolveram coisa nenhuma a não ser as vossas tristes vidinhas de valetes, a quem não servem as botas de montar que lhes calhou em sorte, porque não sabem o que é o cavalo do poder em concreto. A vossa filosofia de vida, por terem andado muito a cavalo mas…umas vezes na garupa agarrados ao verdadeiro cavaleiro, outras atravessados ao colo deste, nunca vos permitiu o domínio da besta para se manterem agora direitos e com o saber de experiência feita.

Compreendem agora a razão de ser do termo GOLPAÇA (?). Seguramente é um misto de golpe, mas reles, nunca de Estado, pois não têm peito para tanto, com fumaça. Creio que o autor do termo pensava mais em qualquer coisa que o vento leva para longe, ligeira e passageira. Não creio, julgo que esta fumaça é mais grave, vai no sentido do fumo narcótico (bem pode ser ópio do bom) que já destruiu os sentidos da dignidade democrática e do aprumo dos homens de bem, sobretudo dos que pretendem conduzir o Estado e os seus correligionários dentro da Lei e sem legitimidades obscuras, como essa ideia da aprovação “tácita” conseguida por dedução.

Pensamento de Kant, que aqui fica para memória futura: “Por meio de uma revolução poderá talvez levar-se a cabo a queda do despotismo pessoal e da opressão gananciosa ou dominadora, mas nunca uma verdadeira reforma do modo de pensar. Novos preconceitos, justamente como os antigos, servirão de rédeas à grande massa destituída de pensamento”.

É bom lembrar que Kant se finou no princípio do século dezanove, estava o Napoleão por aí dando as cartas por toda a Europa, história que acabou como todos sabem…mal.

Lisboa, 2 de Abril de 2012
Armando Ramalho

sexta-feira, 9 de março de 2012

Resistir é difícil

Há pessoas especiais, não por terem uma característica rara mas várias, que se conjugam na perfeição ao serviço dos seus interesses, o que é natural, e por serem tão necessários à causa pública em regra são chamados aos mais altos cargos de responsabilidade colectiva, isto é, são umas vezes eleitos pela comunidade, outras nomeadas pelo poder em funções.
Vem esta entrada a propósito da nossa Presidente de Câmara. É conhecido de muitos os seus dons de trabalho, competência e dedicação com que se empenha nas suas tarefas da governação do burgo. Não sabe dizer que não a uma solicitação de conversa a bem dos destinos do nosso espaço colectivo, diz sempre: pode ser para a semana?
Azar o meu, a semana nunca fica determinada mesmo que se entenda que é a próxima.
Tenho pena que o seu tempo seja escasso para tantas solicitações, pois bem gostaria de a convencer a patrocinar uma escola de golfe para os alunos das nossa escolas do concelho, nos terrenos abandonados à sua triste sorte e sem préstimo algum do que foi em tempos o campo de futebol do Odivelas.
Seguramente que uma escola de desporto para manter a nossa juventude perto da prática saudável de desporto ao ar livre não é a primeira prioridade a que se deve acorrer mas também é bem verdade que se deve atender um pouco a todas as solicitações que vão no sentido de dar resposta ao imenso potencial humano de gente jovem que o nosso concelho comporta, e revitalizar um espaço que não deve estar condenado só ao chuto na bola em especial. É caso para se dizer: é barato e pode dar milhões de alegrias a uma juventude que merece que alguém aponte uma forma de passar os seus tempos livres, que não sejam por norma confusão, agressão e violência, como vem sendo cada dia mais comum.O golfe não é elitista como vulgarmente se pretende, mas uma escola de regras e entre ajuda. Os que fazem batota acabam jogando sozinhos.
Espero que a tal semana chegue e que algo de útil possa ser feito num espaço que não pode ser deixado ao abandono. Estamos todos saturados da inépcia dos burocratas que tudo complicam só para terem o mérito de afirmar que sem eles nada se faz.
Cara Susana Amador, quando quiser sabe onde me encontrar, e como muito bem sabe gosto e posso ajudar.
Espero que este meu processo não fique sem resposta e se por acaso já tiver algum projecto semelhante em estudo e considerar que uma boa vontade mais é necessária, é só telefonar.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Tempos absurdos

O que é um absurdo? Temos por certo que é tudo o que é contrário à razão, o que vem a despropósito, a insensatez, e mais vulgarmente o disparate. Temos tempos férteis para o absurdo, quer a nível mundial, quer nacional, ou mesmo local. Analisar as causas ou as ditas fontes de tamanha intensidade do absurdo é matéria ao alcance de todos, mas atenção, com muito jeitinho… por se correr o risco de ser mal entendido.
Como se justificam os níveis de violência raramente observados sobre a família, como o que ocorreu na pacata e tranquila cidade de Beja, ou como enquadrar o brutal assassínio de um jovem da nossa cidade e na nossa cidade? Por muito marginal que a sua existência fosse e o levasse a frequentar lugares ou pessoas pouco recomendáveis, ou que os hábitos de rebeldia tão característicos em certos meios de risco, nunca justificariam um linchamento, típico dos mais brutais bandidos mexicanos.
Um absurdo não menos violento pelas consequências de alarme social foi veículado pela nossa imprensa irresponsável, que trata a morte como mercadoria, e quanto maiores as cifras mais berraria esta lança numa população muito mal informada. Os factos são um ligeiro pico de mortes, tendo atingido as três mil almas. Explicação dos serviços: no nosso país temos do ponto de vista da estatística todos os anos um número redondo à volta dos cem mil óbitos, logo, a média está em paridade com as médias dos outros anos. Atendendo aos grandes números, afirmam as entidades responsáveis, o que ocorreu foi uma normalidade. Uma ova bem grande para os serviços que dão a informação e para os meios de comunicação que os difundem como lume em palha seca.
Outro ramo não menos digno da nossa existência nacional é a luta surda, desesperada e também absurda, pelos muitos “tachos” agregados que representam as presidências de câmara, sejam elas pequenas ou grandes. Para muita gente o facto é da maior importância, quem será o próximo candidato é a questão que vale um milhão. Há toda uma seita que só tem sobrevivência política e funcional (salário) à sombra do amiguismo, sem o qual seriam as anedotas que todos reconhecemos. O facto de existir uma lei que limitava os mandatos dos presidentes de câmara tinha um nobre objectivo: o de não permitir o desenvolvimento epidémico do caciquismo nos trezentos e oito concelhos do nosso país, com as consequências observadas, e à vista de todos, num cortejo de impunidade e corrupção que ofende até o mais simples dos cidadãos.
Questão maior que foi resolvida esta semana, no último conclave social-democrata, tendo afirmado o seu presidente e primeiro-ministro em funções “ que sim senhor, os presidentes que estejam abrangidos pela impossibilidade legal de se candidatarem no seu concelho, por terem atingido o limite de mandatos, podem escolher outro, pois não pode haver castigo para a competência”, outro absurdo, este homem que muitos consideravam um remédio não é mais que um simples malabarista da moral política.